Anais da ciência ridícula nº001/10
Tantos pesquisadores sérios se empenham em grandes esforços para gerar novos conhecimentos e contribuir para o avanço da ciência. Além disso, dinheiro público e privado é gasto no financiamento destas pesquisas. No entanto, alguns ‘pesquisadores’ se utilizam de recursos financeiros, humanos e infra-estrutura para fazer a ciência ridícula. Sim, pesquisas totalmente ridículas, dignas de riso. Neste espaço, dedicar-me-ei à desmoralização de pesquisas cretinas realizadas por pesquisadores mentecaptos da área de biologia, sem ocultar nomes. E para começar, selecionei um artigo científico ridículo de um grupo italiano. Nesse trabalho, utiliza-se de quatro pessoas para masturbar um abutre. Isso mesmo, masturbar abutres, retirar o semen deles e depois congelar, descongelar e ver se ainda funciona. Tudo isso para se chegar na brilhante conclusão de que o semen continua viável e pode ser armazenado por criopreservação, ou seja, uma conclusão óbvia. Neste trabalho cita-se o nome de doze autores, dezenas de referências (62), apresenta-se um artigo de onze páginas, tudo isso numa revista ‘séria’ e com fator de impacto razoável. O objetivo da pesquisa é determinar técnicas para se armazenar semen como garantia de variabilidade genética para uma espécie que nem está ameaçada… E mesmo que se tratasse de uma espécie ameaçada, não seria mais fácil preservar e reproduzir os indivíduos restantes? Caso alguém se interesse, eis a referência da palhaçada:
Madeddu, M et alli. 2009. Ejaculate collection efficiency and post-thaw semen quality in wild-caught Griffon vultures from the Sardinian population. Reproductive Biology and Endocrinology 7:18.