Torre de avicultura: o canário-do-reino
Embora o periquito-australiano pareça ser a ave de estimação mais difundida do mundo, no Brasil é o canário-do-reino (Serinus canarius) que atrai o maior número de criadores e admiradores. Principal estrela da constelação das aves domésticas, que brilha nas gaiolas por todo o país. E brilha em muitas cores: amarelo, vermelho, marrom, bronze, cinza, branco… Mas o que mais chama a atenção é seu canto mavioso. Conquistou até os primeiros conquistadores de Espanha, que visitaram as ilhas Canárias, dái seu nome. Na Europa continental do século XVI e XVII só os homens mais opulentos poderiam se dar ao luxo de manter uma ave dessas em sua casa. A criação era mantida por monges e somente os machos eram comercializados, ficando as matrizes fêmeas muito bem guardadas nos monastérios, fazendo com que os monges detivessem um monopólio sobre as aves. No entanto, no final do século XVII um monastério foi invadido e as fêmeas do canário roubadas, encerrando assim o monopólio da igreja sobre a criação de canários. Em poucas décadas a espécie se espalhou pela Europa, assumindo dezenas de novas formas, raças, cores e variedades, originadas de cruzamentos com outras espécies afins e mutações. Devido aos muitos cruzamentos e seleção artificial é razoável afirmar que o canário presente nas gaiolas já não mais corresponde ao ‘canário’ que ocorre nas ilhas Canárias, poder-se-ia afirmar pois, que se tratam de espécies diferentes. Poder-se-ia mesmo considerar as diferentes linhagens de canário como sendo espécies diferentes entre si, espécies artificiais.
Tags: avicultura, canário, canário-do-reino.
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Meu preferido é um híbrido, de fêmea de canário com macho de Pintassilgo. O canto é fantástico, e a aparência resgata um pouco do canário selvagem.
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